sábado, 21 de maio de 2011

Meus Amigos Livros


Hoje eu gostaria de postar algo mais voltado para mim mesmo. Trata-se de expor um pouco dos livros que me ajudaram e me ajudam na minha Jornada Consciencial, no meu processo de Individuação. Devo confessar que não sou de dar muito crédito ao acaso. Penso que o acaso não existe. Coincidências não têm muito valor para mim. Se uma coincidência é tida como significativa, então automaticamente ela deixa de ser coincidência, pois uma coincidência é sempre vazia de significado. A partir disso, tenho certeza de que os livros que mencionarei não chegaram até mim por obra do acaso, nem da coincidência. Isso mesmo: eu não os procurei! Eles chegaram até mim. Considero-me afortunado por ter sido abençoado com estas pérolas que muito me acrescentam em sabedoria e em mudança de vida para melhor. Acredito que pelo fato de eu ter uma sede natural de conhecimento voltado para o crescimento pessoal, estes livros foram colocados em meu caminho em conseqüência de meu desejo mais recôndito de acrescentar um sentido à existência, a partir de minha própria existência.
Só não posso acatar “de mão beijada” críticas desrespeitosas de algumas pessoas ao se tratar de livros de auto-ajuda, pretendendo a todo custo supervalorizar os métodos acadêmicos, em detrimento de abordagens que não se equiparem a interesses acadêmico-científicos. Aliás, muitos dos que criticam livros de auto-ajuda, simplesmente o fazem, muitas vezes, com base em uma pseudo-intelectualidade, pois nunca publicaram obra alguma que prove o contrário daquilo que criticam sem conhecimento de causa.
Para dar o xeque-mate à questão do desprezo por obras de auto-ajuda, faço questão de convocar minha grande amiga Rosângela Xavier Rossi, psicóloga clínica, especialista em Psicologia Junguiana, em psicopedagogia, em filosofia clínica, em terapias corporais, assim como professora de psicofilosofia e pesquisadora do Projeto Pensando Bem, do Departamento de Filosofia da UFJF. Ela pondera com grandiosa reflexão a questão dos livros de auto-ajuda em sua obra Da Ansiedade à Serenidade: “Há bem pouco tempo eu escondia que lia livros de auto-ajuda. Considerava-os, por preconceito, apenas comerciais e vendedores de ilusão. Como uma amante da filosofia e da psicologia poderia se permitir tal escolha? Os intelectuais criticam, e eu, infantilmente, escondia meus percursos por alguns bons livros dessa ordem. Bem sei que os livros de auto-ajuda podem levar à frustração quem busca uma receita pronta para a vida. O problema não é apenas dos livros, mas da pessoa que acredita em salvação rápida vinda de fora.
Os preconceitos nos limitam e nos fazem pedantes, na ilusão de um saber-poder intelectual ilusório. Felizmente, hoje pouco me importo com a crítica e com os rótulos que dão às obras: se filosofia, auto-ajuda, psicanálise, poesia ou outros. O que me importa realmente é o que me faz refletir e me instiga à transformação.
Uns dos primeiros bons livros que considero de auto-ajuda são os de filosofia, dos clássicos aos epicuristas, dos medievais aos pós-modernos. Muitos dos filósofos sempre se preocuparam em orientar na busca da felicidade e nas questões do mundo. Os livros de filosofia, psicologia e religião sempre me ajudaram a trilhar mais conscientemente pela vida. Não serão os livros de qualquer área livros de auto-ajuda? Amigos instigantes que convidam a pensar sobre as coisas, o mundo, a realidade e sobre as questões do humano? Ler é essencial e nos ajuda no caminho da transformação.”
Bom, depois dessa sábia colocação, não preciso acrescentar mais nada, né? rsrsrs...
Vamos à lista:

OG MANDINO: O MAIOR VENDEDOR DO MUNDO – Especialmente indicado para vendedores, mas qualquer um pode extrair a máxima sabedoria contida nas idéias deste profundo conhecedor da vida humana. É uma obra que exige a aplicação diária das mensagens dos pergaminhos sugeridos pelo escritor. É de um enriquecimento virtuoso sem igual. Vale a pena ler! Vai aqui um pensamento de quem já se deliciou com a obra: “Acabei de ler ininterruptamente O Maior Vendedor do Mundo. A trama é original e genial. O estilo é interessante e fascinante. A mensagem é comovente e inspiradora. Cada um de nós é um vendedor, não importa qual sua ocupação ou profissão. Principalmente cada qual deve vender-se a si próprio a fim de encontrar felicidade pessoal e paz de espírito. Este livro, se cuidadosamente lido, absorvido e meditado, pode ajudar cada um de nós a ser seu melhor vendedor.” (Louis Binstock, rabinho do templo Sholom, Chicago)

LUCIEN AUGER: AJUDAR-SE A SI MESMO – Uma Psicoterapia pela Razão – Eis aqui outro gênio contemporâneo da Psicologia, profundo conhecedor da mente humana. Lucien Auger, psicoterapeuta clínico canadense, infelizmente falecido em 2001, ajuda-nos, a partir de técnicas direcionadas, a utilizar a razão a nosso favor, no confronto contra as idéias irrealistas que povoam nossa mente com grande freqüência e que são capazes de gerar emoções perturbadoras de toda ordem. Pela razão clara, raciocinando e ponderando os pensamentos, num processo contínuo de desconstrução de idéias irrealistas, desfrutamos de um maior equilíbrio mental e emocional. Vem com exercícios auto-aplicativos no final do livro. Excelente para quem gostaria de conseguir um maior auto-policiamento.

JEAN-YVES LELOUP: O CORPO E SEUS SÍMBOLOS – Uma Antropologia Essencial – Este livro é um verdadeiro passeio pelo corpo humano, interativo e fascinante. É uma palestra que virou livro. Trata-se da síntese holística entre o corpo, a mente e o espírito, revelando uma relação inquebrantável entre estes itens. Embora tenha raízes e formação católicas, Leloup não puxa sardinha para o catolicismo, tanto é que, se fosse assim, eu já teria descartado o livro. Sua proposta de leitura do corpo humano é antropológica e simbólica, e o conteúdo é tão interessante que dá vontade de ler o livro todo de uma só vez. E quem lê uma vez, lê várias vezes. Enriquecedor ao extremo!

LEONARDO BOFF: TEMPO DE TRANSCENDÊNCIA – O Ser Humano Como Um Projeto Infinito – Em minha opinião, Boff é um dos maiores intelectuais do Brasil de todos os tempos. Embora também católico, não puxa sardinha para o catolicismo em suas obras, mantendo uma imparcialidade autêntica em suas idéias. Nesta obra, ele volta seu olhar para o ser humano como um projeto infinito que, como tal, nunca se encaixa em parâmetros prontos, em arranjos limitados, pois sua essência é ilimitada, o que o torna um ser sempre desejante, sempre aberto à transcendência, ao “ir além”. Traz reflexões da mais alta coerência para os tempos atuais e traz algumas respostas existenciais para alguns problemas do homem. Ganhei este livro do meu amigo cearense, Edilmar Figueiredo. Muito obrigado, meu amigo, por este presente de tão valioso quilate!


A relação continua na próxima semana...
Abraço a todos!

Um comentário:

  1. Todos são ótimos livros. Devem ser degustados com a alma.Quero ser sua seguidora. Bjs Rosãngela Rossi

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